Na ilha de Java, na Indonésia, fica uma montanha que tem um segredo de mais de mil anos de idade. Milhares de estátuas adornam sua face, enfrentando os muitos vulcões que cercam a área. Esta é Borobudur, uma montanha com um antigo templo budista, que foi esquecido e abandonado por séculos, embora ninguém saiba o porquê. Na verdade, ele foi esquecido por tanto tempo que ficou escondido debaixo de cinzas vulcânicas e uma densa floresta por centenas de anos. Mas agora, Borobudur é um monumento budista imensamente popular.
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| A ilha de Java, na Indonésia, é o lar de uma montanha muito especial, que possui mais de 1.000 estátuas espalhadas. Borobudur é uma montanha de misticismo e mistério. Ela foi esquecida por muitos anos, até que, em 1814, um grupo de 200 homens decidiu procurar pela lendária montanha. Após seis semanas cortando seu caminho através da vegetação, cinzas vulcânicas e escombros, eles descobriram uma estranha estátua de pedra. E daí outra, e mais outra, e outras milhares! |
Acredita-se que Borobudur tenha sido construído durante o século oito. É um templo budista, mas sem um altar ou santuário. Em vez disso, ele possui seis plataformas quadradas, nas quais estão três plataformas circulares decoradas com galerias que formam um anel ao redor da estrutura. Há 504 estátuas de Buda e uma cúpula principal, onde estão 72 delas.
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Este é o lado oeste de Borobudur. Não temos relatos escritos sobre a construção dele e, por isso, não sabemos quem o construiu, ou por quê. No entanto, os especialistas estimam que demorou cerca de 75 anos para ser completado!
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| A montanha de Borobudur está cercada por vulcões, razão pela qual o templo estava coberto de cinzas e detritos por muitos séculos. Em 1973, a UNESCO criou um plano de recuperação da lendária construção, que levou sete anos para ser restaurada (1975-1982). Hoje, Borobudur é uma das atrações turísticas mais populares na Indonésia. |
O templo de Borobudur possuía 42 metros de altura antes da restauração, mas agora tem apenas 34,5 metros. Ele tinha 10 andares, sendo os primeiros seis deles construídos como quadrados, mas os últimos 4 construídos como círculos.
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| O sol levanta-se sobre o templo. Um belo lugar para estar, não acha? |
| Depois do nascer do sol, a majestade desta montanha é revelada. Esta é Borobudur do lado norte. |
| Borobudur está envolta em mistério. Por que ela foi abandonada? Por que passou séculos enterrada sob as cinzas vulcânicas e selva? |
| Apenas as estátuas podem nos dar respostas, e elas não dizem muito. Apenas nos impressionam, com sua poderosa presença silenciosa. Esta é uma das estátuas de Buda, com vista para o vulcão Merapi ao amanhecer. |
Uma excelente vista panorâmica. Então, o que aconteceu depois que o local foi abandonado? Bem, de acordo com a Wikipedia, histórias folclóricas (chamadas de babads) gradualmente se misturaram à crenças supersticiosas, associadas à má sorte e miséria. Duas antigas crônicas javanesas do século 18 mencionam casos de má sorte associados ao monumento.
Segundo a Babad Tanah Jawi (A História de Java), o monumento foi fatal para Mas Dana, um rebelde que se revoltou contra Pakubuwono I, o rei de Mataram, em 1709. Ela menciona que a montanha "Redi Borobudur" foi cercada, e os rebeldes derrotados e condenados à morte pelo rei.
Na Babad Mataram (A História de Mataram), o monumento foi associado à desgraça do príncipe Monconagoro, o herdeiro do Sultanato Yogyakarta, em 1757. Apesar do tabu contra a visitação do monumento, ele roubou a estátua de um cavaleiro. Ao retornar para o seu palácio, ele adoeceu e morreu um dia depois.
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| O templo é um ótimo lugar para realizar performances. Este é um balé executado na frente do templo, em 2006. |
| Uma estátua de Buda na tradicional posição 'dharmachakra Mudra', dentro da estupa em forma de sino. |
| Acima está a principal estupa no monumento budista de Borobudur em Java. É o maior monumento budista do mundo. |
De acordo com o fotógrafo, "o terraço superior arredondado, com fileiras de estupas em forma de sino, com imagens de Buda, simbolizam Arupadhatu, a esfera sem forma. A estupa principal está vazia, simbolizando a perfeição completa do esclarecimento pessoal".
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| Monges budistas meditando sobre a plataforma superior. Hoje, os budistas podem novamente fazer sua peregrinação a Borobudur e, uma vez por ano, budistas indonésios comemoram no monumento. |
| O fim da tarde em Borobudur. |
Borobudur é dividido em camadas: Há a plataforma na base, quatro terraços quadrados que se conectam uns aos outros com escadas muito íngremes, e depois mais quatro terraços circulares. O pico de toda a construção é a estupa central.
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| O corredor escuro do templo, na névoa da manhã. |
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| Borobudur foi esquecido durante o século 14, quando os reinos budista e hindu perderam seu poder. |
| Crianças indonésias entusiasmadas com o incrível cenário. |
O pico do monumento é a estupa central. As duas câmaras dentro da estupa estão vazias. Não está claro se elas estavam vazias desde o início, como uma representação do nirvana, ou se elas originalmente continham estátuas. Você pode ver 6 posturas diferentes nas estátuas de Buda, de baixo para cima. Elas são 'contato com a terra', 'dar e ajudar', 'meditação', 'coragem', 'ensinar e aprender " e "giro da roda do dharma'.
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| Uma das muitas estátuas que cobrem a montanha. |
| Através deste arco, você pode ver a névoa subindo acima das selvas. |
| De manhã cedo, Merapi visto do templo de Borobudur. Você pode ver o parque do templo e o vulcão Merapi em segundo plano. |
| Uma estátua espera o nascer do sol no caminho para o templo. |
Durante a restauração, foram necessários profissionais de 27 países diferentes para descobrir como mover mais de UM MILHÃO de pedras. Elas foram separadas, e as que faziam parte de painéis esculpidos foram limpas e catalogadas.
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| Um nascer do sol dourado, visto do templo. |
| Estátua de Buda sobre a selva em uma manhã serena. |
O Monte dos Budas Presos, no Templo de Borobudur. A estupa é coberta com Budas, a maioria dos quais ficam nessas gaiolas em forma de sino. Se você espia lá dentro, vai ver que cada estátua segura as mãos em uma posição ligeiramente diferente.
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| Yogyakarta - Nascer do sol na Estupa de Borobudur |
| Monges budistas orando em Borobudur. |
| Muitos consideram tocar os Budas rezando um símbolo de boa sorte, que vai ajudá-los a realizar seus sonhos. |
| A vista do templo na plataforma noroeste. |
| Ao cair da noite, podemos ver o vulcão Merapi entrando em erupção no fundo, mas isso não parece dissipar a magia e a paz deste lugar sereno. |
Blog com o intuito de amplificar o conhecimento em todos os âmbitos. Todos os posts são redimensionados da internet, portanto não nos responsabilizamos pelo seu conteúdo. Boa diversão.
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quarta-feira, 1 de julho de 2015
O Incrível Templo da Montanha de Borobudur
domingo, 7 de junho de 2015
Você sabe o que é Zegota? (Resgate)
Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações. Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazis relativamente aos judeus (sendo alemã!).
Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira na parte de trás da sua caminhonete (para crianças de maior tamanho).
Também levava na parte de trás da camioneta um cão, a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto. Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.
Enquanto pôde manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.
Por fim os nazis apanharam-na. Souberam dessas atividades e em 20 de Outubro de 1943 Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão de Pawiak, onde foi brutalmente torturada.Num colchão de palha, encontrou uma pequena estampa deJesus com a inscrição: “Jesus, em Vós confio”, e conservou-a consigo até 1979, quando a ofereceu aoPapa João Paulo II.
Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou trair seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os ossos dos pése das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Já recuperada foi, no entanto, condenada à morte.
Enquanto esperava pela execução, um soldadoalemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, ele gritou-lhe em polaco: "Corra!".
Esperando ser baleada pelas costas, Irena, contudo, correu por uma porta lateral e fugiu, escondendo-se nos becos cobertos de neve até ter certeza de que não fora seguida. No dia seguinte, já abrigada entre amigos, Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados que os alemães publicavam nos jornais.
Os membros da organização Zegota("Resgate") tinham conseguido deter a execução de Irena, subornando os alemães e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.
Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, guardadas num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.
Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais, ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos.
Em 2006 foi proposta para receber o Prêmio Nobel da Paz... mas não foi selecionada. Quem o recebeu foi Al Gore por sua campanha sobre o Aquecimento Global.
Não permitamos que alguma vez esta Senhora seja esquecida!!
Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira na parte de trás da sua caminhonete (para crianças de maior tamanho).
Também levava na parte de trás da camioneta um cão, a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto. Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.
Enquanto pôde manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.
Por fim os nazis apanharam-na. Souberam dessas atividades e em 20 de Outubro de 1943 Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão de Pawiak, onde foi brutalmente torturada.Num colchão de palha, encontrou uma pequena estampa deJesus com a inscrição: “Jesus, em Vós confio”, e conservou-a consigo até 1979, quando a ofereceu aoPapa João Paulo II.
Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou trair seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os ossos dos pése das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Já recuperada foi, no entanto, condenada à morte.
Enquanto esperava pela execução, um soldadoalemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, ele gritou-lhe em polaco: "Corra!".
Esperando ser baleada pelas costas, Irena, contudo, correu por uma porta lateral e fugiu, escondendo-se nos becos cobertos de neve até ter certeza de que não fora seguida. No dia seguinte, já abrigada entre amigos, Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados que os alemães publicavam nos jornais.
Os membros da organização Zegota("Resgate") tinham conseguido deter a execução de Irena, subornando os alemães e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.
Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, guardadas num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.
Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais, ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos.
Em 2006 foi proposta para receber o Prêmio Nobel da Paz... mas não foi selecionada. Quem o recebeu foi Al Gore por sua campanha sobre o Aquecimento Global.
Não permitamos que alguma vez esta Senhora seja esquecida!!
sábado, 16 de maio de 2015
À Sombra do Meu Irmão – Uwe Timm
arl-Heinz morreu na Ucrânia aos 19 anos de idade combatendo por uma divisão da SS nazista, em 1943, após se alistar voluntariamente alguns anos antes. Uma vida tão curta como a de Karl – irmão mais velho de Uwe -, filho exemplar da família Timm, entretanto, deixaria marcas profundas e teria um efeito duradouro. Usando como matéria-prima um diário escrito a lápis pelo irmão no front, suas próprias lembranças e a trajetória familiar, Uwe Timm constrói um mosaico peculiar de registros documentais, memórias afetivas, sentimentos e reflexões que buscam responder suas próprias dúvidas: quem era esse irmão? Por que se alistou? Foi obrigado a matar? Realmente não tinha opção? Como se pode errar tanto assim? Por que todos fecham os olhos e se calam? Com uma prosa envolvente e direta, sem preocupação com o embelezamento, o autor não defende teses, não aponta o dedo, não justifica escolhas: ele tão somente expõe. E o que vemos exposto é ao mesmo tempo o drama de uma família e de todas elas, um retrato testemunhal da vivência do período nazista e do pós-guerra na Alemanha. Íntimo, sensível, corajoso, potente, este livro mostra por que Uwe Timm está entre escritores contemporâneos mais importantes da Alemanha. À sombra do meu irmão: as marcas do nazismo e do pós-guerra na história de uma família alemã vendeu mais de 250.000 exemplares apenas em seu país de origem, e foi traduzido e publicado nos Estados Unidos, Inglaterra e Espanha.
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