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quinta-feira, 24 de abril de 2014

O Idiota – Fiódor Dostoiévski


Dostoiévski é considerado o maior escritor russo de seu tempo. É autor de várias obras-primas. O Idiota começou a ser redigido em 14 de setembro 1867 em Genebra, Suiça, e foi concluído a 25 de janeiro de 1868, em Florença, Itália. A obra teve uma elaboração difícil e torturada. Em meio às piores dificuldades, foi escrita e reescrita muitas vezes até a redação definitiva. A obra foi inspirada na figura de Dom Quixote, de Cervantes. O Idiota é, talvez, o romance mais típico de Dostoiévski, provocou perplexidade nos meios intelectuais da época. a obra foi elogiada por Tolstoi, que a achou de grande força dramática e beleza literária.


terça-feira, 18 de março de 2014

Livro : Despertar: uma Vida de Buda - Jack Kerouac


Escrito em 1955 e publicado somente em 2008, Despertar: uma vida de Buda é uma profunda meditação sobre a natureza da vida, sobre a sabedoria e o sofrimento a partir da biografia de Sidarta Gautama. Kerouac refaz o caminho do príncipe desde seu nascimento num rico palácio até a decisão de renunciar a uma vida regida pelos bens materiais, em busca da iluminação. Mesmo tendo sido criado em um lar católico, no início dos anos 50 Kerouac fascinou-se pelo budismo, interesse que teria um profundo impacto nas suas ideias sobre espiritualidade e nos seus romances. Um precioso livro para entender o budismo beat praticado e professado por Kerouac, Despertar é, a um só tempo, uma peça importante dentro da sua obra e uma valiosa introdução aos ensinamentos budistas.


O Discurso da Servidão Voluntaria - Étienne de La Boétie


Em meados do século XVI (1548), quando tinha apenas 18 anos de idade, Étienne de La Boétie escreveu o Discurso da servidão voluntária, partindo de um trecho do poeta grego Homero, que mostra o herói Ulisses dizendo aos gregos: "Não é bom ter vários senhores; tenhamos um só".
Neste pequeno grande livro, La Boétie, escritor francês, amigo de Montaigne, analisou, com grande profundidade, o problema da tirania e da liberdade, concluindo que o maior bem do cidadão é a liberdade.
Embora La Boétie ocupe, por sua breve existência, lugar relativamente pequeno, ao lado dos Príncipes do Humanismo, pioneiros da Reforma, e do amigo Montaigne, contribuiu, com esse livro, para a importante renovação da sensibilidade intelectual e política que se nota em seu século.



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Grécia e Roma – Pedro Paulo Funari


Despretensiosamente, o autor traz muita luz sobre a vida cotidiana dos gregos e romanos antigos. Começando pela formação da Grécia clássica, passando pelas guerras púnicas, e o desenvolvimento da tradição grega, Funari conta como suriu seu interesse pela filosofia e História grega. Seguindo pela monarquia, república, império e por fim, o cristianismo romano, o livro acaba por fazer uma linha do tempo da História dos povos mais influentes da civilização ocidental. Pautando suas informações por achados arqueológicos, sua especialidade, o autor detalha brevemente, sem anacronismo, a sociedade greco-romana em suas diferentes faces. Um livro para começar a entender a Antiguidade.


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Estudando a Mediunidade – Herminio C. Miranda


Obra baseada no livro Nos domínios da mediunidade – do Espírito André Luiz, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier. Nela o autor desenvolve o tema “mediunidade” em 46 capítulos, repletos de gráficos e ilustrações, que facilitam a sua compreensão e dirimem dúvidas de espíritas e estudiosos da comunicação entre o plano físico e o extrafísico.
Mesmo que o leitor não se categorize como médium atuan­te, ser-lhe-á muito útil estudar peculiaridades do fenômeno que a todos nos envolve, pois todos somos potencialmente partícipes mais ou menos conscientes do intercâmbio espiritual com os habitantes do “outro lado da vida”.
Aborda temas como: mediunidade com e sem Jesus, problemas mentais, incorporação, obsessões, vampirismo, clarividência e clariaudiência, sonhos e desencarnação.
Três temas de grande interesse para os que iniciam na atividade mediúnica são também esclarecidos e constituem preciosa orientação, contribuindo para a tranquilidade e segurança do profitente da Doutrina Espírita: proteção aos médiuns, desenvolvimento mediúnico e animismo.


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A DIFERENÇA DE UM ANJO E UM AMIGO

Anjos e amigos… Todos temos um pouquinho de cada coisa.
Um anjo nos toma pela mão e nos aproxima de Deus. Um amigo foi enviado por Deus para aproximarmos dele.
Um anjo tem a obrigação de cuidar de nós. Um amigo cuida de nós por amor.
Um anjo te vê sorrir, e observa tuas alegrias. Um amigo, te faz sorrir, e faz parte das tuas alegrias.
Um anjo sabe quando necessitas da ajuda de alguém. Um amigo, te ajuda sem saber que necessitas.
Um anjo te ajuda, evitando problemas. Um amigo, te ajuda a resolvê-los.
Um anjo te vê sofrer, sem poder te abraçar. Um amigo te abraça, porque não quer te ver sofrer.
Um anjo, na realidade, faz parte dos teus sonhos. Um amigo, compartilha e luta para que seus sonhos sejam uma realidade.
Um anjo sempre está contigo aí, não percebe a sua falta. Um amigo, quando não está contigo, não só sente a sua falta, mas também pensa em ti.
Um anjo vela seus sonhos. Um amigo sonha contigo.
Um anjo aplaude teus triunfos. Um amigo te ajuda para que triunfes.
Um anjo se preocupa quando você está mal. Um amigo se alegra quando você está bem.
Um anjo recebe uma oração tua. Um amigo faz uma oração por ti.
Um anjo te ajuda a sobreviver. Um amigo vive por ti.
Para um anjo, é uma missão que cumpre. Para um amigo, é uma obrigação te defender.
Um anjo é algo celestial. Um amigo é uma oportunidade real de conhecê-lo melhor.
Um anjo quer ser teu amigo. Um amigo, se propõe também a ser o teu anjo.

(Fonte: Magiadasmensagens
)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Os Pensadores - Thomas Hobbes


THOMAS HOBBES DE MALMESBURY

LEVIATÃ
ou
MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM
ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL



Os Pensadores - Giordano Bruno, Galileu e Campanella


GIORDANO BRUNO
Sobre o Infinito, o Universo e os Mundos (1584)
Obra escrita e publicada por Bruno durante sua permanência na Inglaterra. Nela o pensador expõe, sob forma de diálogos, algumas de suas teses principais, opostas à ciência “oficial” de seu tempo: a infinitude do universo, a existência de uma infinidade de mundos, a rejeição da noção aristotélica de “quinta-essência”, a infinitude do movimento.

GALILEU GALILEI
O Ensaiador (1623)
Dedicada ao papa Urbano VII, esta obra de Galileu relata descobertas do grande pensador florentino: “não de novas terras, mas de partes do céu jamais vistas”. Revelando os resultados de uma nova e revolucionária altitude de investigação dos fenômenos físicos e astronômicos, desvenda “celestes esplendores que produzem a maior maravilha”.

TOMMASO CAMPANELLA
A Cidade do Sol (1602)
Uma das mais famosas utopias concebidas pelo pensamento ocidental. Descreve um lugar perfeito, uma república ideal, onde “todos obtêm da comunidade o necessário e os magistrados velam para que ninguém receba mais do que merece”.


Os Pensadores - Santo Tomás e Dante


O ENTE E A ESSÊNCIA (1242/43)
QUESTÕES DISCUTIDAS SOBRE A VERDADE (1256/59)
SÚMULA CONTRA OS GENTIOS (1259/60)
COMPÊNDIO DE TEOLOGIA (cap. I a XXXVI e LXXVI a C) (1260)
SUMA TEOLÓGICA (seleção) (1265)

Os textos escolhidos mostram as teses fundamentais do tomismo: a distinção entre essência e existência, a
relação entre razão e fé, a noção de verdade, natureza e existência de Deus.

Dante Alighieri
VIDA NOVA (1293)
MONARQUIA (1313)
Vida Nova apresenta o drama humano da procura da verdade eterna e de um mundo platônico de puras
idéias. Monarquia, tratado político, analisa a relação entre poder temporal e poder espiritual.

Os Pensadores - Santo Agostinho


CONFISSÕES (397/401)
Santo Agostinho narra sua própria vida, sua evolução espiritual, sua procura da verdade. Não é apenas a história de um homem que se transformou num dos maiores nomes do pensamento cristão: é toda uma época que ressurge, marcando a transição da cultura greco-romana para a síntese entre Classicismo e Cristianismo.

DE MAGISTRO
O diálogo entre Agostinho e Adeodato focaliza a questão da linguagem, sua origem e papel no processo do conhecimento. Conclui que "não aprendemos pelas palavras que repercutem exteriormente, mas pela verdade que ensina interiormente".



Os Pensadores - Epicuro, Lucrécio, Cícero, Sêneca e Marco Aurélio


EPICURO
ANTOLOGIA DE TEXTOS (séc. IV/lII a.C.)
Pensamentos sobre a filosofia, a teoria do conhecimento,
a física e a ética — de um dos maiores filósofos da Antigüidade.
 
LUCRÉCIO
DA NATUREZA (séc. I a.C.)
Num longo e belo poema, Lucrécio expõe a doutrina atomista criada
por Leucipo e Demócrito e desenvolvida por Epicuro.

CÍCERO
DA REPÚBLICA (51 a.C.)
As várias formas de governo são analisadas à luz do ecletismo filosófico de um dos maiores nomes do
pensamento romano.

SÊNECA
CONSOLAÇÃO A MINHA MÃE HÉLVIA (séc. I a.C.)
DA TRANQÜILIDADE DA ALMA (séc. I a.C.)
MEDÉIA (séc. l a.C.)
APOCOLOQUINTOSE DO DIVINO CLAUDIO (séc. I a.C.)
Obras representativas de um dos mais importantes filósofos estóicos da Roma Antiga, no tempo de Calígula e Nero.

MARCO AURÉLIO
MEDITAÇÕES (séc. II)
Reflexões morais do imperador-filósofo, adepto do estoicismo.



Os pensadores - Aristóteles


TÓPICOS
Integra o Organon — conjunto de escritos lógicos de Aristóteles — e examina os argumentos que partem de opiniões geralmente aceitas. Aqui se situa a dialética, na concepção aristotélica: a arte da discussão e do confronto de opiniões, importante exercício intelectual que prepara o espirito para a construção da ciência. As atuais pesquisas sobre a logica do pensamento não formalizável, desenvolvidas Filosofia. Filosofia.

DOS ARGUMENTOS SOFÍSTICOS
Complementam os Tópicos e investigam os principais tipos de argumentos capciosos: aqueles que são um simulacro da verdade, aparentando ser genuínos quando de fato são falsos.




Os Pensadores - Platão



terça-feira, 20 de novembro de 2012

Diferença entre Espiritismo e Espiritualismo


É muito comum afirmar-se que ser espiritualista é a mesma coisa que ser espírita ou espiritista. Aqueles que assim pensam dão prova de que desconhecem os fundamentos da Doutrina Espírita. Há outros que, ao serem interrogados sobre a religião a que pertencem, embora sejam espíritas militantes, vacilam e dão esta resposta: Sou espiritualista.
De duas uma: ou respondem assim porque desconhecem a diferença que há entre a Doutrina Espírita e as doutrinas espiritualistas, ou porque temem confessar a qualidade de espírita convicto. Acham que, afirmando serem espiritualistas, eximem-se de quaisquer responsabilidades, no tocante à religião, diante da sociedade a que pertencem. É a isto que se chama "covardia moral".
É preciso que se saiba que "todo espírita é necessariamente espiritualista, mas nem todos os espiritualistas são espíritas".
Embora seja a Doutrina Espírita uma doutrina espiritualista, por excelência, é necessário fazer-se distinção das demais correntes espiritualistas.
Para exemplo, tomemos a Umbanda, seita muito divulgada no Brasil.
Será a Umbanda doutrina espiritualista?
Sim, é doutrina espiritualista, porquanto estabelece a comunicação entre os vivos e os chamados mortos, admitindo, conseqüentemente, a sobrevivência do Espírito após a morte do corpo físico; admite sua evolução através das vidas sucessivas e crê no resgate, pela dor, das faltas cometidas em existências anteriores.
Por essas características, não há dúvida alguma tratar-se a Umbanda de uma doutrina essencialmente espiritualista. Mas, por outro lado, será ela Doutrina Espírita ou Espiritismo?
Não. A Umbanda não pode ser considerada Doutrina Espírita porque admite cerimônias litúrgicas, entre elas a do casamento e a do batizado; é litólatra, porque adota nos seus trabalhos imagens dos chamados "santos" (a palavra litólatra vem de litolatria, que é a adoração das pedras), e é também fitólatra, porque faz uso de ervas para defumações, além de outros ritos (a palavra fitólatra vem do grego phyton "planta"; o segundo elemento, latra, provém do verbo grego latrein "adorar"). Mas o Espiritismo não tem ritos de espécie alguma.
Como se vê, por estas observações ficou demonstrada a diferença existente entre a Doutrina Espírita e uma das doutrinas espiritualistas, que é a Umbanda, doutrina esta que tem, face aos seus dogmas e ritos, bastante afinidade com o Catolicismo, também considerado espiritualista, porque admite a existência de Deus e de entidades espirituais que sobrevivem após a desencarnação.


Doutrinas Espiritualistas


Falar sobre todas as doutrinas espiritualistas existentes no mundo é tarefa dificílima, pois seu número é bastante elevado, o que exigiria muito espaço e tempo.
Como nosso trabalho limita-se apenas a apresentar alguns ensinos principais, mas resumidos, objetivando, dessa forma, facilitar mais àqueles que não dispõem de tempo e nem mesmo de muitas obras de consulta, é que resolvemos abordar um pouco de cada assunto que, sobremaneira, interessa aos que desejam formar cultura generalizada no campo espiritual.
Assim, considerando que as doutrinas espiritualistas, notadamente as da antigüidade, vêm trazer apreciável subsídio para o leitor no que diz respeito aos seus conhecimentos espirituais, é que achamos conveniente citar algumas dessas doutrinas, que serviram para o desenvolvimento dos chamados "iniciados" de antanho.
Quando falamos em iniciados, lembramo-nos logo de Moisés – o salvo das águas do rio Nilo – segundo narrativa bíblica.
Moisés fora educado na corte dos Faraós, tornando-se um grande iniciado daquele época. Seus livros, que constituem o chamado Pentateuco, deixam transparecer, claramente, que ele era dotado de grandes conhecimentos das ciências secretas, daquele tempo.
Ao que estamos informados, muitas eram as fontes de consulta de então, as quais teriam servido para aprimorar seu conhecimento no terreno da filosofia espiritualista, tornando-se, dessa forma, um dos grandes iniciados da época.
1 - Os Vedas
Não podemos precisar a data em que foram escritas estas obras, mas Souryo Shiddanto (em sânscrito "tratado do deus do sol"), obra de astronomia, cuja composição remonta, em sua parte mais antiga, ao século IV a.C., já nos fala dos Vedas.
Estas obras constituem a Bíblia da Índia e nelas encontramos preciosos ensinos espiritualistas, como a comunicabilidade dos espíritos, a reencarnação, a pluralidade dos mundos, além de sábios conselhos, muitos deles semelhantes aos que nos foram legados pelo Cristo.
Quanto à comunicabilidade dos espíritos, lemos nos Vedas que, no sacrifício do fogo, muito usado na antigüidade, compareciam os Espíritos denominados Assouras, que no panteão indiano constituem divindades do mal, e os Pitris, que eram almas dos antepassados, e dele tomavam parte.
Como se vê, desde as mais remotas eras já se estabelecia a comunicação entre os dois mundos, dando prova, assim, da sobrevivência do Espírito após a morte do corpo físico.
Devemos citar, ainda, para maiores esclarecimentos, que os Vedas encerram preciosos ensinos no campo do amor e do perdão. O que se segue é um exemplo de sua sublimidade:
"Sê, para o teu inimigo, o que é a terra que devolve farta colheita ao lavrador que lhe rasga o seio. Sê, para aquele que te aflige, o que é o sândalo da floresta que perfuma o machado do lenhador que o corta."
Os ensinos da pluralidade das existências, ou seja, da reencarnação da alma, eram conservados na tradição oral dos cânticos védicos; foram divulgados somente após a compilação dos Vedas pelo sábio brâmane, Vyasa, cerca de 14 séculos a.C., e fixados definitivamente entre os séculos XII e XI, quando a escrita foi introduzida na Índia pela influência dos fenícios.
2 - Krishna
Continuando nosso estudo em torno de algumas doutrinas espiritualistas da antigüidade, devemos lembrar o grande pensador brâmane, Krishna, que foi o inspirador das crenças dos indus. Através de sua doutrina, verificamos que a imortalidade da alma, as vidas sucessivas, a lei de causa e efeito, faziam parte dos seus ensinos.
A doutrina de Krishna se contém inteirinha no Bhagavad-Gita, que é um dos hinos do Mahabhárata e, por sinal, a mais bela e profunda mensagem de filosofia que nos legou a antigüidade.
"O corpo – dizia ele – envoltório da alma que aí faz sua morada, é uma coisa finita; porém a alma que o habita é imortal, imponderável e eterna".
Esses ensinos nos mostram a imortalidade da alma como princípio básico, e que a vida do corpo é transitória.
"Todo renascimento, feliz ou desgraçado, é uma conseqüência das obras praticadas em vidas anteriores."
Aí está patente a lei de causa e efeito. Colhemos o fruto oriundo da semente que lançamos.
Com referência à reencarnação, dizia ele:
"Tanto eu como vós temos tido vários nascimentos. Os meus, só de mim são conhecidos, porém vós nem mesmo os vossos conheceis."
Ao que parece, Krishna, em decorrência de sua evolução, lembrava-se das encarnações pretéritas.
Ainda, sobre reencarnação, devemos citar mais este ensinamento:
"Como a gente tira do corpo as roupas usadas e as substitui por outras novas e melhores, assim, também, o habitante do corpo (Espírito), tendo abandonado a velha morada mortal, entra em outra nova e recém-preparada para ele."
Sobre a moral, pregava Krishna:
"Os males com que afligimos o próximo nos perseguem, assim como a sombra segue o corpo."
"As obras inspiradas pelo amor dos nossos semelhantes são as que mais pesarão na balança celeste."
"O homem virtuoso é semelhante a uma árvore gigantesca, cuja sombra benéfica permite frescura e vida às plantas que a cercam".
"Se convives com os bons, teus exemplos serão inúteis; não temas habitar entre os maus para os reconduzir ao bem."
São ensinamentos que muito se assemelham aos de Jesus, porquanto fora Krishna um de seus enviados.
3 - Buda
Outro missionário que veio ao mundo para trazer ensinos de amor e de perdão foi Buda, cujo nome verdadeiro era Gautama Sáquia Muni (Gautama é o nome étnico e designa o clã a que pertencia Buda. Quanto a Sáquia Muni designa "o santo oriundo dos Sáquias" – família de guerreiros).
Buda viveu cerca de 600 anos a.C. Renunciou às grandezas, à vida faustosa para isolar-se nas florestas, às margens dos grandes rios asiáticos, em profunda meditação e estudo, durante sete anos, reaparecendo, depois, para pregar a necessidade de se praticar o bem, porque "o bem – dizia ele – é o fim supremo da natureza."
Sobre reencarnação disse:
"O que é que julgais, ó discípulos, seja maior: a água do vasto oceano, ou as lágrimas que vertestes, quando, na longa jornada, errastes ao acaso, de renascimento em renascimento, unidos àquilo que odiastes, separados daquilo que amastes? Uma vida curta, uma vida longa, um estado mórbido, uma boa saúde, o poder, a fraqueza, a fortuna, a pobreza, a ciência, a ignorância... tudo isso depende de atos cometidos em anteriores existências."
"As almas não penetram no ‘mundo das formas’ senão para trabalhar no complemento da sua obra de aperfeiçoamento e elevação. Podem realizar isso pelos Upanichades e completá-lo pelo Purana ou amor."
(Os Upanishades são tratados de mística hindu, que se reportam aos Vedas, especialmente ao Yadjur-Veda).
"A ciência e o amor são dois fatores essenciais do Universo. Enquanto não os adquirir, o ser está condenado a prosseguir na série de reencarnações terrestres."
Sobre os males decorrentes da ignorância, devemos citar este outro ensino, que está sempre atualizado:
"A ignorância é o mal soberano de que decorrem o sofrimento e a miséria humana. O conhecimento é o principal meio para se adquirir a elevação da vida material e espiritual."
É interessante notar haver Buda colocado o conhecimento como base da elevação espiritual, o que atesta a importância dada, já naquela época, ao estudo das ciências da alma e, conseqüentemente, do princípio das coisas, para a realização desse desiderato.
Podíamos falar ainda mais sobre este grande missionário, mas, dada a exigüidade de espaço, limitamo-nos, apenas, a estas citações, concluindo com a afirmativa de que a doutrina de Buda é toda de amor e caridade, oferecendo, assim, profunda analogia com os ensinos legados por Jesus.
Devemos lembrar, também, de três outras figuras importantes no mundo Oriental, que foram Lao-Tseu, Mêncio e Confúcio.
O primeiro, apresenta o Livro da Razão Suprema, estabelecendo elevados princípios morais; o segundo, em seu Tratado de Moral, concita os homens à boa conduta, e, o terceiro, trouxe a grande máxima: – "Não façais aos outros o que não quereis que eles vos façam."
4 - Sócrates e Platão
Sócrates, como o Cristo, nada escreveu. O que sabemos, hoje, a respeito de sua doutrina, foi escrito por Platão, seu discípulo. Morreu condenado a tomar cicuta, por haver atacado as crenças da época e colocado a virtude acima da hipocrisia. Combateu, de corpo e alma, os preconceitos religiosos como o fez Jesus, a quem os fariseus também acusaram de corromper o povo.
Como nosso objetivo principal é trazer, através destas páginas, um pouco de conhecimento, não só do Espiritismo, mas também de mais algumas doutrinas espiritualistas, que nos foram legadas por aqueles que antecederam o Cristo, não podemos deixar de inserir, aqui, alguns tópicos da doutrina de Sócrates e Platão, que servirão para mostrar a grande semelhança com os ensinos que nos dão os Espíritos.
Vejamos:
"O homem é uma alma encarnada. Antes da sua encarnação, existia unida aos tipos primordiais, às idéias do verdadeiro, do bem e do belo; separa-se deles encarnando, e, recordando seu passado, é mais ou menos atormentada pelo desejo de voltar a ele."
Aqui vemos a distinção entre o espírito e a matéria, o que nos mostra o princípio da preexistência da alma antes de reencarnar, guardando intuição do mundo espiritual. Está, desta forma, bem expressa a reencarnação.
E, continuando, vamos citar vários outros trechos desta doutrina, que servem para aclarar nosso espírito na compreensão de que há um grande paralelo entre ela, a do Cristo e o Espiritismo, embora seja esta mais completa, mas, de qualquer forma, Sócrates e Platão, no dizer de Kardec, pressentiram a idéia cristã através de seus escritos.
"A alma – diziam eles – se transvia e perturba, quando se serve do corpo para considerar qualquer objeto; tem vertigem como se estivesse ébria, porque se prende a coisas que estão, por sua natureza, sujeitas a mudanças; ao passo que, quando contempla sua própria essência, dirige-se para o que é puro, eterno, imortal, e, sendo ela dessa natureza, permanece aí ligada, por tanto tempo quanto possa. Cessam, então, os seus transviamentos, pois está unida ao que é imutável e a esse estado da alma é que se chama sabedoria."
"Após a morte, o gênio (daimon, demônio), que nos fora designado durante a vida, leva-nos a um lugar onde se reúnem todos os que têm de ser conduzidos ao Hades, para serem julgados. As almas, depois de haverem estado no Hades o tempo necessário, são reconduzidas a esta vida em múltiplos e longos períodos."
"Os demônios ocupam o espaço que separa o céu da terra; constituem o laço que une o Grande Todo a si mesmo. Não entrando nunca a divindade em comunicação direta com o homem, é por intermédio dos demônios que os deuses entram em contato e se entretêm com eles, quer durante a vigília, quer durante o sono."
"A preocupação constante do filósofo é a de tomar o maior cuidado com a alma, menos pelo que respeita a esta vida, que não dura mais que um instante, do que tendo em vista a eternidade. Desde que a alma é imortal, não será prudente viver visando à eternidade?"
"Se a alma é imaterial, tem que passar, após esta vida, a um mundo igualmente invisível e imaterial, do mesmo modo que o corpo, decompondo-se, volta à matéria. Muito importa no entanto distinguir bem a alma pura, verdadeiramente imaterial, que se alimente, como Deus, de ciência e pensamentos, da alma mais ou menos maculada de impurezas materiais, que a impedem de elevar-se para o divino e a retém nos lugares da sua estada na terra."
"Se a morte fosse a dissolução completa do homem, muito ganhariam com a morte os maus, pois se veriam livres, ao mesmo tempo, do corpo, da alma e dos vícios. Aquele que guarnecer a alma, não de ornamentos estranhos, mas com os que lhes são próprios, só esse poderá aguardar tranqüilamente a hora da sua partida para o outro mundo."
"O corpo conserva bem impressos os vestígios dos cuidados de que foi objeto e dos acidentes que sofre. Dá-se o mesmo com a alma. Quando despida do corpo, ela guarda evidentes os traços de seu caráter, de suas afeições e as marcas que lhe deixaram todos os atos de sua vida. Assim, a maior desgraça que pode acontecer ao homem é ir para outro mundo com a alma carregada de crimes. Vês, Cálicles, que nem tu, nem Pólux, nem Górgias podereis provar que devamos levar outra vida que nos seja útil quando estejamos do outro lado. De tantas opiniões diversas, a única que permanece inabalável é a que mais vale receber do que cometer uma injustiça e que, acima de tudo, devemos cuidar, não de parecer, mas de ser homem de bem."
"De duas uma: ou a morte é uma destruição absoluta, ou é passagem da alma para outro lugar. Se tudo tem que se extinguir, a morte será como uma dessas raras noites que passamos sem sonho e sem nenhuma consciência de nós mesmos. Porém, se a morte é apenas uma mudança de morada, a passagem para o lugar onde os mortos se têm de reunir, que felicidade a de encontrarmos lá aqueles a quem conhecemos! O meu maior prazer seria examinar de perto os habitantes dessa outra morada e de distinguir lá, como aqui, os que são dignos dos que se julgam tais e não o são. Mas, é tempo de nos separarmos, eu para morrer, vós para viverdes,"
"Nunca se deve retribuir com outra injustiça, nem fazer mal a ninguém, seja qual for o dano que nos hajam causado. Poucos, no entanto, serão os que admitem este princípio e os que se desentenderem a tal respeito nada farão mais, sem dúvida, do que votarem uns aos outros mútuo desprezo."
"É pelos frutos que se conhece a árvore. Toda ação deve ser qualificada pelo que produz: qualificá-la de má, quando dela provenha o mal; de boa, quando dê origem ao bem."
"A riqueza é um grande perigo. Todo homem que ama a riqueza não ama a si mesmo, nem ao que é seu; ama a uma coisa que lhe é ainda estranha do que o que lhe pertence."
"É disposição natural em todos nós a de nos apercebermos muito menos dos nossos defeitos, do que nos de outrem."
"Se os médicos são mal sucedidos, tratando da maior parte das moléstias, é que tratam do corpo sem tratarem da alma. Ora, não se achando o todo em bom estado, impossível é que uma parte dele passa bem."
"Todos os homens, a partir da infância, muito mais fazem de mal do que de bem."
Conforme acabamos de ver, estes ensinos, que foram difundidos quase quinhentos anos antes do Cristo, encerram grandes verdades que, no século XIX, foram confirmadas pelo Consolador Prometido, personificado na Doutrina Espírita, a qual representa, há mais de um século, o Cristianismo Redivivo.